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Educação dos filhos

Foto do escritor: Helena Hanai Brito
Helena Hanai Brito
18 de jun.
2 min de leitura

Existe o certo e o errado na educação dos filhos?



Educação dos filhos - tem certo e errado?

Que mãe ou pai nunca se deparou com dúvidas na educação dos filhos?" Será que estou fazendo certo? Será que estou mimando demais, ou sendo rígido demais? Preciso dar mais independência, mas tenho medo do mundo violento em que vivemos... Não quero repetir os erros dos meus pais", etc, etc... são tantas perguntas que nós fazemos enquanto pais!


Infelizmente como dizem, não há “manual” para educar os nossos filhos. Uma forma de educar pode dar certo com uma criança, mas não com outra, inclusive até mesmo entre irmãos de uma mesma família. Educar depende de muitos fatores, desde a estrutura familiar, a cultura, o meio social na qual a criança vive, isso sem considerar as telas, as redes sociais e a personalidade de cada uma delas. Realmente é difícil!!


Recentemente me deparei com as palavras da psicóloga, professora e escritora Lidia Weber, que acho que resumiu muito acertadamente: Educar é equilibrar o amor e o afeto de um lado, e as regras e os valores morais do outro. E não somente isso, temos a importante missão de encaminhá-los para o mundo, ou seja, não podemos nem devemos fazer tudo por eles ou superprotegê-los: “O navio está seguro, quando atracado no porto. Mas não é para isso que se fazem navios”, como disse uma pensadora americana.


E quando ser pai ou mãe tem um desafio a mais? Com alguma dificuldade, deficiência ou transtorno? Aí educar fica ainda mais complexo, uma mistura de superproteção, defensoria dos direitos, trabalho incessante para a aprendizagem e autonomia, dúvidas sobre o futuro... por isso uma boa rede de apoio, bons professores, e o amparo emocional às famílias, é tão importante. Afinal, como ouvimos nas orientações de segurança dos aviões, é preciso colocar primeiro a própria máscara de oxigênio antes de ajudar crianças ou outra pessoa. Os cuidadores também precisam estar bem para oferecer o apoio de que as crianças necessitam.


Em um artigo sobre deficiência intelectual e suas famílias, Moura e Valério (2003) destacam que a criança aprende sobre o mundo por meio das relações que constrói dentro de casa. Quando é acolhida, valorizada e vista de forma positiva pelos membros da família, tende a desenvolver uma imagem mais positiva de si mesma.

No fim das contas, educar é um exercício constante de equilíbrio. É oferecer amor, acolhimento e segurança, mas também ensinar valores, estabelecer limites e incentivar a independência. É uma tarefa desafiadora, sem fórmulas prontas, mas profundamente transformadora.


Cada criança tem seu próprio ritmo e enfrenta desafios diferentes. Como pais e cuidadores, nosso papel é ajudá-las a construir um caminho cada vez mais seguro e autônomo, favorecendo seu desenvolvimento saudável e permitindo que cresçam confiantes para viver plenamente suas próprias histórias.

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